31 janeiro 2008

Já estou há demasiados dias em casa,

mais precisamente duas semanas. Num dos raros momentos em que a minha mãe toma a minha vez, não consigo esconder a felicidade quando descubro mesmo ao pé de casa um Minipreço do tamanho de um hipermercado. Pronto, não era assim tão grande, era do tamanho do Lidl, dos maiores que já vi. Com prateleiras arrumadas e tudo organizado.

O topo da insanidade atingiu-se quando desatei a enviar sms a contar a boa nova.

A minha filha Martinha

está doente, faz amanhã uma semana.

Talvez por ser a filha mais sorridente e bem disposta em qualquer cenário, que a estranho como tem estado. Há vários dias que não tem disposição para nada, mal come e não brinca. Passa o dia ao colo, prostrada. Esta forte gripe em cima dos frágeis brônquios dela, foi a mistura explosiva, segundo a nossa pediatra.

Fica boa, filhinha.

"Tenho saudades da Ana Rute tonta,"

dizia-me uma amiga há tempos. Tive um blogue que apaguei, em que me denominava de tonta e feliz. Tonta, porque frequentemente a minha tensão baixa assim me faz sentir, e feliz porque sim. Já na altura era mãe, de uma filha só com um ano e meio. Os dias eram geralmente diferentes, tanto trabalhava no escritório como passava o dia à procura de Escolas, em sítios geralmente bonitos. Os dias eram longos nessa fase, a minha filha estava durante o dia com a minha mãe e a nossa casa velha ainda tinha espaço suficiente para nós. A minha tranquilidade era geral, o meu olhar estava predisposto para os pormenores e para os lugares.

Os meus dias são agora diferentes. Tenho menos vagar para essas coisas todas, especialmente porque me fico pelos mesmos sítios últimamente. Confio na Primavera e no crescimento do bebé pequenino para sair mais. Um destes dias tivémos uma manhã de pormenores. Sairmos a cinco ainda é uma aventura, mas vale a pena. O Jardim aqui ao lado de casa é um recanto bucólico que vale a pena não perder.







30 janeiro 2008

Não me chegava o facto de ter caracóis

e consequentemente, nunca ter tido um penteado de jeito, o meu marido goza com o facto de eu nunca ter usado franja.

Os novos amigos imaginários da Maria chamam-se

Filipa e Filipe. Tudo gira à volta deles.

"Ó Filipa, tás assim porquê? Assim desgostosa?"

"Filipe, não te quero ouvir essas coisas mal educadas!"

Para terminar, ontem a falar ao telefone com a tia da Filipa, todas as frases começavam com um "À medida...".

"E como é que é o Carnaval aqui?"

"Não é."- foi a resposta.

Na Escola das minhas filhas não há desfiles nem festejos. E ainda bem. Não porque me incomode mascarar a mais velha (ela já o faz quase todos os dias cá em casa: ou é bailarina, ou médica, ou mãe), mas porque me deprimia ter de o fazer com a Marta, que é bebé e não pede ainda estas coisas.

Mesmo doente,

aventura-se.


Por etapas

A mais velha já está boa e hoje já foi à escola. O mais novo tosse ligeiramente (e leva com seringadas com soro sempre que acorda). A do meio, conhecida por Marta, está muito atacada e em baixo de forma.

A ver se chegamos ao fim-de-semana restabelecidos.

28 janeiro 2008

Quando era miúda,

fazia-me uma certa confusão a constante correria da minha mãe e a rapidez com que dizia os medicamentos, doses, tratamentos e posologias.

Em casa, com os 3, sei de cor o que cada um tomou, as quantidades consoante o peso e as horas. A lista é extensa e reflecte as minhas dores no corpo: Ventilan, Brufen, Benuron, Stodal, Flixotide, Zaditen, Singulair, Biopental e ainda muito soro fisiológico e mel.

As mães são pessoas mesmo esquisitas.

(com o telemóvel)

noite de sábado, muita febre e duas filhas ao colo mais de uma hora.

25 janeiro 2008

Sinto-me enclausurada desde sábado passado.

A mais velha ficou muito febril e queixosa e tem demorado a recompôr-se. Hoje acordamos com a mais nova no mesmo estado. Trancamos no quarto do fundo o mais pequenino do clã, que eu recuso-me a ponderar a hipótese de o levar ao Hospital.

A cada dia que passa é mais um adiado de idas ao ginásio (já nem falo noutros planos, que a minha vida social só se deve refazer na próxima década), memorizo horas de medicamentos e refaço aerossóis.

Nunca desejei tanto a chegada da Primavera.

23 janeiro 2008

Blogues que leio e gosto

A propósito desta corrente (obrigada, cunhada!), aqui ficam sete blogues que leio com regularidade, nem sempre comento, mas que não dispenso:

Isto é de Joana

Piolhices

Quem quer vai

Os outros dias

Babygrows

Mãe galinha

Coisas simples

"Sim, mamã, és o meu lacticínio preferido!"




Contar até 10, por Marta Cavaco.

(clicar na seta, para ver o vídeo)



22 janeiro 2008

2 meses




20 janeiro 2008

Esta semana,

foi dia de exame anual. Desde que sou mãe, nunca nenhum acontecimento me trouxe uma angústia tão antecipada. Avizinhavam-se momentos complicados com a minha filha mais velha numa marquesa, que só poderiam ser compensados (na minha cabeça) com um bom resultado final. Trocaram-nos as voltas.

Despejei-lhe pela garganta abaixo uma colher e meia de Atarax, a conselho da pediatra ao meu pedido de a tranquilizar. Ter-lhe-ia dado um frasco inteiro, se isso a ajudasse a não entrar em pânico. Ajudou a que tropeçasse no caminho para o exame, mas não impediu que gritasse a plenos pulmões durante o tempo todo.

Esperar uma hora e meia na sala com crianças mais novas a sair do mesmo exame lavadas em lágrimas, só fez com que aumentassem os calores dentro do meu peito e os pedidos urgentes dela em ir para casa. Alegrei-me com a saída efusiva de um pai com uma filha mais velha que a minha, a segredar comemorações. Antecipei as nossas, também.

Do exame, a miúda nem queria saber da dor. Tinha medo de cair da marquesa, mesmo atada com velcro. Fincou-me as unhas no braço e obrigou-me a estar debruçada a uma janela por meia hora. Só me implorava que não saísse dali e que depois íamos para casa. (E na minha cabeça a lembrar-me de como era tudo tão fácil quando ela era bebé...)

Já sei ver no monitor cheio de pintinhas, a parecer uma galáxia, quando o refluxo existe. Soube-o desde o primeiro instante, confirmei-o quando a médica me chamou no final. É dos poucos casos em que não só não desaparece com a idade, como piorou. Irritei-me interiormente, barafustei e só não chorei porque a alegria da minha filha em tudo já ter acabado era visível.

Há uma semana

fizémos a dedicação do Joaquim.



18 janeiro 2008

É um facto,

não tenho tido vontade de postar. Porque tempo, arranja-se sempre.

11 janeiro 2008

De cada vez

que tenho um pé a entrar para um cabeleireiro, tenho outro a querer sair. Parte dos meus traumas de infância passam pelo meu cabelo e pela incapacidade que as senhoras que o cortam o entendam e percebam que os caracóis nunca se podem cortar da mesma maneira que os cabelos lisos. Ainda só conheci duas cabeleireiras com cabelo como o meu e que o saibam pentear e cortar. Uma perdi-lhe o rasto, a outra está longe para estes dias feitos de dar mama e mudar fraldas.

Não posso com aquele ambiente em que tudo paralisa no instante em que chegamos nem com o à vontade com que sempre me dizem que o cabelo é fraco, e outras afirmações que eu dispensava ouvir, em especial nestes dias em que o espelho não é grande amigo.

Agora, nos cabeleireiros mais educados, contraria-se o ambiente de se falar de quem não está, ou das pessoas nas revistas e por isso não nos perguntam nada, a menos que façamos conversa. Eu não faço e por isso não só me ignoraram como também fingiram não reparar que eu trazia um bebé pequenino no carro ( e eu à espera de ouvir como ele é minúsculo e queridinho e outras coisas que tais).

Bom. Ainda não sei se foi boa ideia dizer à senhora que já não cortava o cabelo desde Setembro e que estava a precisar. Mas pela primeira vez tive coragem de dispensar secadores e produtos especiais e enfiei a cabeça debaixo de água mal cheguei a casa, como sempre. E desta vez não me custou dinheiro adicional.

Ainda não sei se me arrependi.

09 janeiro 2008

Joaquim, consulta do 1º mês, às 6 semanas e meia

Peso: 3800g
Altura: 54 cm
Perímetro cefálico: 37,5 cm

O homenzinho da casa chegou calmo à consulta e calmíssimo de lá saíu. Continua a crescer dentro do percentil 5 em que nasceu. Mama bem e na última semana tem aumentado as horas de sono durante a noite, para 8 horas. Sorri mais frequentemente e segue o olhar e fixa-o em mim muito tempo. Gosta de estar ao colo de barriga para baixo, assim bem como continua fã do sling. Adormece na alcofa ligeiramente inclinada, sem mais nada. Não lhe podemos dar a chucha logo a seguir a comer, que se agonia com o plástico. De resto, gosta dela.

Está óptimo. E giro, mas isso também me continua a parecer muito óbvio!



Marta, consulta do 1º ano, aos 13 meses e meio

Peso: 13285 g
Altura: 79,5 cm
Perímetro cefálico: 47,5 cm

Portou-se lindamente, e encanta onde passa. Aguerrida, esta miúda. Come tudo o que é sólidos. Ontem ao almoço, pescada com bróculos e cenoura e batatas. Ninguém a segura, percorre tudo a uma velocidade espantosa, ainda a gatinhar e agarrada às coisas. Imita sons de muitos animais, repete connosco as palavras e fala muito sozinha. Entretém-se a desarrumar tudo por onde passa e ri-se em tom de gozo quando é repreendida. Já percebeu que o Joaquim é um bebé e não um boneco com som que habita cá em casa. Vai começar a fazer uma bomba duas vezes ao dia, a juntar à terapêutica que já fazia, a ver se se livra dos permanentes gatinhos que tem na respiração. Ainda assim, a médica acha (e nós também ) que ela se tem aguentado muito bem este Inverno.
Está crescida e linda, obviamente.



Algumas pessoas comentaram comigo

que o meu blogue é todo laranja e por isso não o conseguem ler bem. Isto para meu grande espanto. É que não é suposto o meu blogue ser todo laranja, mas só nas pontas. Parece que só no Internet Explorer aparece como eu realmente o criei, assim como abaixo na fotografia:



Aos 31 anos,

eu de boca aberta para a pediatra dos meus filhos e uma faringite.

07 janeiro 2008

A vasculhar os cds com fotografias da Maria,

sempre gostei tanto desta. E reparo que o Joaquim tem muitas semelhanças com a Maria, nesta fase.
Junho '04

6 semanas


Joaquim, Jan '08


Marta, Jan '07

Maria, Junho '04

04 janeiro 2008

A minha amiga Marta,

a tentar contar às filhas que vão ter mais um primo, sugeriu-lhes que adivinhassem quem estaria grávida, ao que elas nem hesitaram na resposta:

"É a tua amiga Rute!"

(Já pedi que lhes agradecesse a gentileza de se lembrarem de mim. Estou a ficar com uma fama!)

Nas férias de Natal da Escola,

a Maria esteve muito tempo connosco, recebeu prendas, foi passar duas noites a casa da prima Joana, um dia inteiro a Óbidos com o primo Tomás. Enfim, onze dias cheios de animação e diferença.

Últimamente, ao deitar, pergunta o que vamos fazer no dia seguinte, à espera de surpresas. Quando a resposta é "outra vez Escola", é fácil de perceber a guincharia pedinchona de: "mas eu não quero, vamos a casa dos avós?" ou "mas eu já fui hoje, não vou amanhã, pois não?"

Mas quando a vou buscar, me dizem que esteve na maior e me conta com entusiasmo o que fez com os amigos da sala, sei:

As crianças são tão maleáveis. Autêntico barro nas nossas mãos.

(Pode ser tão bonito e tão assustador, pensar que está quase tudo delas em nosso poder.)

palhacinhas, estas filhinhas.




À chegada da Escola

levanta-se um temporal surreal (não vou descrever como foi no dia anterior, com chuva e vento, ir buscar as miúdas juntamente com o Joaquim, que foi de loucos). Peço à Maria que segure bem no enorme guarda-chuva, enquanto tiro a irmã do carro. O vento é tanto e a chuva cai em pingos tão grandes que ela entra em pânico, a tentar não ser arrastada e grita:

"Mamã, por favor, ajuda-me! Eu sou pequena!"

03 janeiro 2008

11 dias de férias da Escola,

e ontem à chegada:

"O que é que vamos fazer amanhã?"

e a resposta: "Vais à Escola!"

Ar de desespero:

"Então, mas ainda hoje fui!"

Gostar de coisas antigas e herdadas - 15



O casaco foi do pai, 1977.

02 janeiro 2008

2008 começou

com o bebé da casa a dormir as duas primeiras noites 8 horas seguidas.

Só quem não dorme há pelo menos 39 dias mais do que 4/5 horas de empreitada, sabe como é bom dormir oito horas.