30 dezembro 2009

2009


2009 chega ao fim. Cada ano traz os seus desafios, mais ou menos visíveis. Muitas das vezes fico contente por ver o que escrevi na mesma época em anos anteriores, e não me identificar na totalidade. É sinal que cresci. E mesmo que nem seja sempre o desejável ou o que Deus esperaria de mim, sei que tenho o espaço para isso e continuar a esforçar-me.

Agradeço imenso pelas pessoas que me rodeiam e que me ajudam nesta caminhada. Não sou nada sem elas, na medida em que apesar de ser dependente de Deus e Ele ser soberano sobre tudo, confio muito nos sinais que me vai dando, através destas pessoas e do dia-a-dia. Agradeço, mais do que o apoio, a capacidade de me aceitarem como eu sou mas não terem problemas em me apontar o que tenho de errado. É nisso que vou crescendo, com a dura tarefa de ter de aceitar como sou e o que ainda terei constantemente de mudar.

Este Natal recebi vários postais, daqueles que chegam pela caixa do correio. Surpreendo-me com palavras, com gestos, com pequenas coisas. Enquanto perceber que posso também ser um pilar de confiança para outros, estarei certa da minha missão. Cada vez mais acredito que este é o meu lugar por aqui: na minha imperfeição, ajudar os outros. E, na maior parte das vezes, acabar por ser ajudada.

2010 terá os seus desafios, mas será mais um ano em que Deus nos mostrará o que quer. Não tenho grandes sonhos, basta-me esta certeza.

-No banco do parque velho.-

29 dezembro 2009

28 dezembro 2009

Fiquei mesmo comovida.

Andava a tentar repôr parte do caos que se instalou com a nossa ausência de casa neste período (na véspera de Natal dormimos em casa dos meus pais e não temos parado em casa, com os miúdos de férias), quando dou com o menino Jesus, do nosso presépio, enrolado num laçarote que tinha sobrado das prendas. "Quem é que inventou isto?", foi só o que me ocorreu, sem pensar em mais nada.

A Maria, muito claramente, responde: "Ó mamã, no Natal a melhor prenda de todas não é Jesus?"

De férias da Escola

se não chove, temos sempre passeio garantido, que com o frio podemos nós bem!


Consulta dos 3 anos, Marta

Peso: 19kg (percentil 100)
Altura: 1,005m (percentil 100)

Continua enorme, mas a médica nota que está mais esticada e que despida está muito equilibrada. Diz que é muito rija, e que está muito desenvolvida (fartou-se de falar com ela sobre as prendas de Natal, o mano na barriga, a escola). Tinha a auscultação óptima, coisa impensável no Inverno passado, por esta altura. Está a ficar mais resistente e crescida, claro. :)

Consulta dos 2 anos, Joaquim

Peso: 14,900 Kg (percentil 90)
Altura: 92cm (percentil 95)

Está óptimo e recomenda-se. :)

Nota: cresceu 6 centímetros desde Junho.

Das prendas de Natal

escusado será de dizer, que com os 3, a quantidade de prendas foi exorbitante. Não é muito difícil perceber, logo no imediato, no que é que eles se fixam mais. Mais de metade residem agora na arrecadação, sem que eles tenham dado por isso. Durante o ano aparecerão, e serão saboreadas de outra forma.

27 dezembro 2009

Gostos que nunca se perdem

Bacalhau com todos.


26 dezembro 2009

O mais próximo

que tive de um Natal branco, foi quando partimos - há 7 anos - para Nova Iorque, pela segunda vez, e passámos por aquele frio cortante em pleno Times Square na passagem do ano. A neve, a neve.

25 dezembro 2009

Jesus nasceu.

E é nesta data que o comemoramos.

Jesus veio ao Mundo, numa época que não estaria tanto frio assim, mas seria curioso perceber em que condições Maria deu à luz e como foi enrolado em panos usados nos momentos que se seguiram. Jesus nasceu, a nossa vida e o nosso Natal é isso. Estaremos eternamente agradecidos por isso.

24 dezembro 2009

Do Natal

Monto o pinheiro, com cheiro a real. Recordo com muita saudade outros anos que já lá vão. Quero muito que os meus filhos cresçam com isto que eu tive, que acho que faz parte e fica marcado no coração. Os afectos.

O nosso Natal era sempre igual, porque a família do meu pai e mãe eram pequenas e se reuniam sempre em nossa casa, nos dois dias. Nunca fizemos viagens nem nos separámos de todos. A noite era quente e cheia de nós, num T3 pequeno em Lisboa, com o bacalhau da minha mãe, os sonhos e rabanadas da avó Anjos, e muitos tachos a ferver. O dia 25 era sempre de culto de manhã na Igreja, levantávamo-nos cedo como era suposto, vestiamos as roupas novas que tinhamos recebido e voltávamos a estar todos juntos ao almoço.

Tenho saudades dos xailes das minhas avós, dos gestos abrutalhados e fofos do meu avô, dos colos dos meus tios. Tenho também saudades de sermos todos ainda crianças e da simplicidade que a vida nos parecia.

Por fim, agradeço por tudo o que de bom tive, no meio de pouco mau. Se os meus filhos quando tiverem a minha idade puderem ter uma memória semelhante, ficarei contente. Porque é bom ter memórias assim.

(Natal '84)

23 dezembro 2009

Muito simples

A tentar perceber se a Marta tinha algum desejo específico de prenda para o Natal (porque o tipo de gostos que ela tem a brincar, eu sei), pergunto-lhe se havia alguma coisa que gostasse muito de ter. Resposta:

"Muitas cuecas das princesas!"

Neutralizador de odores


Comprei esta vela na loja Colony do Oeiras Parque, sem acreditar muito no efeito prometido. É muito raro fazer fritos, mas de facto experimentei acendê-la durante esse tempo. Apesar de não libertar qualquer odor, esta vela é milagrosa. A cozinha ficou sem cheiro do que tinha acabado de cozinhar.

Custa 9,90€ e dura 40 horas acesa.

(Post também publicado no Simplifica-te.)

Desenhos da Maria

que vou achando em cadernos pela casa.





Maravilhas do Facebook

Acompanhar, por longas horas, um trabalho de parto do outro lado do Atlântico (de uma família que tão bem nos acolheu por 2 vezes).
Bem-vindo, Joel.

21 dezembro 2009

Filho mel.

A noite passada faltou a luz e estive, eu e Joaquim doentes, em casa até às 13h de hoje sem ter o que fazer, com frio. Depois de a luz voltar, assim continuámos e até a sesta dormimos juntos. É tão meloso, este miúdo.



4º domingo do Advento

a partir de ontem e até ao Natal, acendemos as 4 velas. O nosso Natal também tem prendas e os pratos tradicionais, mas à medida que a família vai crescendo, cada vez temos menos o stress comercial. As prendas são só para os mais novos, portanto sempre que leio sobre a correria em que todos andam, suspiro de alívio. A tranquilidade que a época requer, eu consigo senti-la. No cheiro do bacalhau, no gosto dos frutos secos e no quente da lareira. Jesus nasceu e, apesar de o celebrarmos o ano inteiro, nestes dias é especial.

18 dezembro 2009

Ainda eu escorria baba,

da festa dos miúdos, desato a correr para o disco do lançamento do Sami. Deixo as críticas para os especialistas. Cá em casa o Sami é o Sami -conta como da família- e tem fãs incondicionais, a começar nos mais pequeninos. O disco é bom, mas outra coisa não se esperava.



Depois disto tudo, tinha o estômago a roncar, eram quase duas da manhã e dizem que houve um sismo. Mas eu só pensava em comer, depois de tantas horas em jejum. A terra tremeu, mas foi do dia carregado de emoções.

(Também teria sido simpático filmar uma música completa, mas tinha já a memória do cartão cheia...fica uma pequena amostra.)

17 dezembro 2009

A intérprete Marta



Joaquim e um futuro em danças de salão



Maria, a música.



Festa de Natal da Escola

A Maria cantou a música que tanto ensaiou, o Joaquim revelou-se um homenzinho a dançar em palco e a Marta uma intérprete de ir às lágrimas. Já ponho vídeos, estão imperdíveis.

16 dezembro 2009

Às vezes sinto-me uma pessoa à parte.

Porque não troco de carro de 4 em 4 anos, não tenho nem nunca tive cartão de crédito, não passo a vida a mudar a decoração da casa nem a pintar paredes, raramente como fora, ainda mais raramente faço escapadinhas ou turismo rural, não ando sempre com as roupas da moda e nem me seduz a ida a um centro comercial.

Depois leio este post, que tirando um ou outro pormenor, podia ter sido escrito por mim. Ufa.

Ensaios para a festa na Escola



As velas do Advento






14 dezembro 2009

Parabéns,

avó Nice.

da Maria,
da Marta,
do Joaquim.

3º domingo do Advento

Ó vinde, adoremos.



Pum-pum.

O que dantes se poderiam dizer que eram borboletas na barriga, agora são pontapés claros, em momentos mais calmos do dia. O pai sentiu ontem pela primeira vez e mal posso esperar para que as crianças o sintam.

Os meus 3


Fotografia tirada na Escola.

11 dezembro 2009

A história de um nome.

O nosso filho vai-se chamar Caleb (diz-se Caléb).

(O nosso primeiro critério, ao escolher um nome, é que tem de ser bíblico. O motivo é simples: preferimos um nome com estas origens do que com origens pagãs. Maria e Marta têm histórias sobejamente conhecidas. Joaquim foi um Rei sem grande destaque, mas o desejo de homenagear o avô materno do Tiago sobrepôs-se a qualquer história.)

Caleb foi um dos doze espiões enviados à terra de Canaã (o povo encontrava-se no deserto, depois de ter sido libertado da escravidão no Egipto, e ansiava a terra que Deus lhes tinha prometido). Dos doze, apenas ele e Josué voltaram com boas notícias acerca do país que iam habitar. Esse seu optimismo desagradou tanto ao povo israelita que por pouco Caleb não foi apedrejado.

Deus castigou a rebeldia do povo e determinou que, dos israelitas de vinte anos para cima, somente Caleb e Josué teriam permissão de entrar na Terra prometida. Além disso, segundo a Bíblia, Caleb recebeu de Moisés um pedaço de terra no novo território do povo de Israel, por ter acreditado na promessa de Deus ao seu povo. Caleb cobrou esta promessa a Josué após as guerras (Moisés já tinha morrido), e recebeu o Monte Hebrom como herança para as suas filhas.

Foi um dos homens de grande fé do Antigo Testamento, porque acreditou na promessa de Deus para a sua vida, mesmo quando a maioria à sua volta duvidava.

Recados da Escola:



09 dezembro 2009

Ajudem-me:

Como é que se diz migalha, mas no masculino?


É um rapaz.

04 dezembro 2009

Quase às 15 semanas


Revivo a gravidez da Maria, que coincide exactamente no mesmo tempo gestacional, nas estações do ano. Uma primeira gravidez pode ser tão diferente da quarta, tal com nós também estamos diferentes. São 6 anos e alguma experiência depois. Não vivo nada com ansiedade, nem sequer penso em compras específicas.

Temos tudo o que é essencial e este bebé nasce com muitos colos para o abraçar. Esqueço-me frequentemente que estou grávida, mas volto a relembrar-me quando tenho de me vestir. As roupas começam a apertar, não sei o que é feito do que vestia aquando da gravidez da Maria, as roupas devem-se ter perdido nos inúmeros empréstimos que fiz. Descubro também que não faz mal, porque nada me fica tão bem como antigamente.

O meu marido ri-se quando me queixo, eu acabo por me rir também. O tempo traz esta serenidade de quem aceita um facto: a felicidade também nos envelhece. As rugas que tenho no rosto certificam-na.

03 dezembro 2009

Out.

O pai da casa está fora por dois dias e a casa fica diferente. Ontem, quando cheguei à Escola, a Maria tinha sido proibída de repetir pela enésima vez o facto, de tão estranho que lhe pareceu. Geralmente o pai ausenta-se em concertos, mas a horas tardias, em que as crianças já dormem e não dão por nada. De manhã quando acordam, ele está sempre.

Dormir fora mais do que uma noite não é habitual e torna tudo muito estranho. Hoje, concedi-me o dia de folga, depois de ter adormecido com as duas miúdas na cama e chegado mais tarde do que o desejável à Escola. A Maria e a Marta contam as fracções de dia que faltam para ele chegar e o Joaquim procura-o, sem o achar.

"E agora, quem é que me tira o chocolate dos dentes?" pergunta a Maria.
Pois é, há coisas que só os pais é que fazem.

02 dezembro 2009

Outono

e usar umas botas pelo 13º ano consecutivo.



Escrever palavras

De repente, chega-se ao pé de mim. "Sabes, eu acho que sei como se escreve chucha." E mostra-me um papel com XUXA. Depois, começámos a tentar adivinhar outras com duas sílabas e quatro letras e não é que adivinhou quase todas as letras que compunham essas mesmas palavras?

01 dezembro 2009

Não perder tempo com o desnecessário.

Sou uma pessoa um pouco traumatizada com discusões. Para mim, nunca indiciam nada de bom (acho sempre que as pessoas saem delas magoadas e por isso fujo desse tipo de confronto com alguma facilidade).

Mas todos temos as nossas opiniões e eu não sou excepção. De vez em quando, lá me arrependia de deixar cair a minha, em contextos absolutamente desnecessários, que de nada servem, em que as pessoas não vão chegar a nenhum consenso e só perdem tempo e emoções.

Uma das coisas que me orgulho de conseguir fazer agora: resistir a provocações e não discutir o que não tem discussão. Coisas que se aprendem com o tempo.