29 julho 2011

Quase lá

 Água de Madeiros  is waiting for us.



28 julho 2011

Quase a meio dos 30

dou comigo a explicar-me a amigas nos 20, de como eu era com a idade delas.
Cheias das suas certezas, tento explicar-lhes que eu também tive as minhas. E de como eu era diferente, em tanta coisa. E que, graças a Deus, o meu coração foi amolecido, trabalhado, cresceu.

E não precisamos ir muito longe, basta recuar a 2004 para ver como eu tinha a certeza absoluta que ser dona de casa a tempo inteiro não dava para mim. É ir aqui ao meu antigo blogue.

Há 7 anos, eu pensava assim. Que vergonha. Ahah.

Encontrar o conforto e a segurança, a cantar.



Tu és a minha protecção
Em quem eu confio quando me sinto a cair
Seguro na Tua mão, és meu refúgio e sei
que estar contigo me faz seguir

O Teu caminho, a Tua palavra
Aquilo que planeaste para mim.
O Teu caminho, a Tua palavra
Jesus!

Tu és Santo, Santo Deus!
Meu Salvador, vivo por Ti
Tu és lindo, lindo Deus
Confio em Ti, confio em Ti.

Deverão as pessoas compreender

que ao quarto filho já não é possível ansiar determinados detalhes que ao primeiro são vividos com expectativa. Não há disponibilidade mental, por assim dizer.

Comparando com o irmão, é mais vivo de feitio (que guinchos de satisfação e descontentamento saem daquela boca, credo!) que come já de tudo e inteiro, que adormece sozinho desde sempre, que é fácil de cuidar e não estranha ninguém.

Bom, tudo isto para dizer que se lembrou de começar a gatinhar. Aos 14 meses e meio.

27 julho 2011

Gostar de legumes.

A avó lembrou-se de ir buscar a árvorezinha (não sei como isto se chama) para o Joaquim, que estava sozinho lá em casa, apanhar os tomates cereja para o almoço. Ele apanhou os tomates, e enquanto a avó se virou e dizia que iam lavar os tomates para juntar à alface, foi isto que aconteceu:






26 julho 2011

Isaías 40:8


"Se a erva secar, e a flor murchar, a Palavra de Deus permanecerá."

A primeira Bíblia a sério

Tinha ficado prometido que quando lesse mesmo bem, corrido, que iria ter a primeira Bíblia a sério, texto integral, tradução João Ferreira de Almeida. E aqui está!




Ao domingo cantamos juntos.


Em tuas mãos, em tuas mãos
Quero, ó Deus, me colocar em tuas mãos.
Esta é a minha oração
Meu louvor e teu perdão
Quero, ó Deus, me colocar em tuas mãos.

A Seu tempo, a Seu tempo
Deus faz tudo muito bem, a Seu tempo.
Ajuda-me a caminhar, ensina-me a acreditar
Que Tu cumpres o que dizes, a Seu tempo.

Esta é a minha oração
Meu louvor e teu perdão
Quero, ó Deus, me colocar em tuas mãos.





25 julho 2011

E a emoção

de ver de perto duas gémeas com poucos dias, exactamente o mesmo peso e cara, em que só uma pulseira ainda as distingue? No mesmo local onde nasceram os meus, com a mesma médica que ajudou a nascer os meus. Muita, muita emoção.

Aqui, a Ana a fazer luzes contra a icterícia, enquanto a Helena mamava. 


Ontem, um dia mais que feliz.


A Filomena foi baptizada e, juntamente com ela, recebemos 6 novos membros na nossa Igreja em S. Domingos de Benfica. Queremos ser uma comunidade que cresce, com consistência, sentido de missão e com uma vida que agrade a Deus. Porque Ele faz tudo muito bem, a Seu tempo.

(O vídeo foi filmado pela Maria, e cortei uma parte.)

23 julho 2011

22 julho 2011

Como combater a ansiedade, diz Jesus.

Em tempos de crise:

1. A vida é mais do que a comida e o corpo mais do que a roupa (Mateus 6:35).

2. Deus alimenta os pássaros e eu sou mais valiosa do que eles. (Mateus 6:26).

3. É irrelevante. Não acrescenta nem uma hora à minha vida.  (Mateus 6:27).

4. Se Deus veste as ervas efémeras, também me vestirá a mim, que sou eterna." (Mateus 6:28-30).

5. Os descrentes vivem ansiosos. Mas eu não sou um descrente. (Mateus 6:32a).

6. O Pai sabe do que eu preciso, e quais as minhas preocupações. (Mateus 6:32b)

7. Quando eu busco o Reino de Deus e a Sua justiça, tudo o resto me será acrescentado. (Mateus 6:33)

8. Basta a cada dia os seus problemas.  (Mateus 6:34)

(escrito por John Piper)

Das coisas simples e que em inglês é que ficam bem:



Ainda Cabanas

















21 julho 2011

Deve ser porque os homens não choram.

Há duas semanas, quando as irmãs estavam no acampamento, ficou a dormir com o Caleb, em casa dos avós. Talvez por estar mais sensível à ausência das irmãs, na hora de o deitar (só saí depois de eles estarem deitados) e de lhe explicar que na manhã seguinte já lá estava novamente, notei-o instável. Fizémos a oração, e despedimo-nos.

Saí do quarto, e nem 5 minutos depois, ouço um choro soluçado, abafado pela almofada. Entro no quarto, deito-me ao lado dele e pergunto-lhe o que se passa:

"Dói-me a testa, mamã".

Joaquim, 3 anos e meio, e já tão políticamente correcto.

Marta Cavaco, 4 anos e meio,

furiosa da quantidade de vezes que passei o pente no cabelo muito embaraçado, durante o banho, e por ter aproveitado para acertar pontas mal cortadas anteriormente por mim:

"Já agora não me queres acertar com a tesoura nos olhos, não?"

O tom de "era só mesmo o que faltava para compor este ramalhete", foi desconcertante.

A árvore da vida - o filme

Não dava para não gostar, nem que fosse pela imagem do filme, e pelos cenários anos 50. Aquelas casas, aquelas casas.
















20 julho 2011

Há 9 anos não foi o dia mais feliz da minha vida.


Tinha 25 anos acabados de fazer e a cabeça cheia de teorias, concebidas por mim e socialmente impostas pelos outros. Tinha namorado 2 anos e meio, cujo tempo as pessoas consideravam razoável para um casal se conhecer e poder casar, tinha um emprego que parecia garantir alguma estabilidade de futuro, casava na Igreja, seguida da tradicional quinta com comida servida à mesa, tinha comigo a família e amigos que queria ter.

Há 9 anos, eu pensava que estava preparada para casar. Mas na verdade, é quase como ser mãe: podemos ler muitos manuais de instruções mas nunca estamos preparados. Aquilo que eu pensava que era o casamento, afinal não é. Há 9 anos, depois do tradicional namoro, eu achava que se devia esperar pelo menos 2 para se pensar ter filhos. "Para se conhecerem melhor", é o que toda a gente diz. Mas nós só nos conhecemos muito melhor depois de virem os filhos.

Hoje, quase uma década depois, agradeço a Deus porque o meu casamento não é aquilo que eu projectei na minha cabeça que deveria ser. Agradeço a Deus, porque à luz da Bíblia, tenho chegado à compreensão de que o casamento é muito mais do que o amor, embora as pessoas nos digam que "desde que haja amor, tudo se resolve".

O compromisso, esse é que nos ajuda a ficar nos dias menos bons, é que faz com que o amor aumente. Porque nos votos dizemos não só "até que a morte nos separe", mas também "na saúde e na doença" e "quer sejas rico ou pobre".
Há 9 anos, foi um dia de festa. Não foi o dia mais feliz da minha vida. Mas foi por causa dele que tenho vivido, depois disso, os dias mais felizes da minha vida.

Nasceram a Ana e a Helena

as bebés dos nossos queridos amigos Sofia e Filipe.
Que dia alegre, este!

Aqui, ainda embrulhadinhas, há 2 semanas.

19 julho 2011

4.




Ameijoas

2,5 kg de ameijoas, compradas por 10€ directamente a quem as tinha apanhado, deram para dois grandes lanches em Cabanas.
Alho, azeite, coentros, vinho branco e já está: deliciosas!



Primeiro estranha-se, depois entranha-se

A estreia do Caleb na água foi assim. Assustou-se com a aproximação ao mar da primeira vez, mas depois foi um sarilho para o tirar de lá de dentro, todos os dias.
Por esses dias, fez 14 meses.





17 julho 2011

Estamos de regresso

Não sei precisar há quantos anos não fazia praia sem preocupações com o Sol. Há seguramente uns 5, pelo menos. Também não sei quando tinha sido a última vez que tinha adormecido na praia, mas sei que quando voltei a adormecer e a acordar ao som do vendedor das bolas de Berlim, que soube: tinha saudades!

É difícil descrever tudo o que amo em Cabanas, porque são muitas coisas, muitos anos de recordações. Mas o caminho a pé para a praia, rápido e desafogado, com o cheiro das ervas secas nas dunas, é das minhas coisas favoritas.